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| Payet poderá dar adeus à Premier League. |
Já é de conhecimento de todos que estamos presenciando um fato histórico: o Reino Unido anunciou a saída da União Europeia após uma votação pública.
Mas o que é a União Europeia para início de conversa?
A União Europeia (UE) é uma união economica e política de 28 Estado-membros independentes situados principalmente na Europa. O Tratado de Maastrich instituiu a União Europeia com o nome atual em 1993. Países como Alemanha, Itália e França compoem a união.
O que é o Reino Unido?
O Reino Unido é um estado soberano insular. É a união política de quatro "países constituintes": Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. O governo é regido por um sistema parlamentar, cuja sede está localizada na cidade de Londres, a capital (capital da Inglaterra), e por uma monarquia constitucional que tem a rainha Isabel II como a chefe de Estado.
O que é o BRExit?
O BRExit é a junção de BR (Britain -abreviatura para Great Britain ou Grã-Bretanha) e exit (saída). O movimento, imposto pelo ex-ministro David Cameron, foi a voto público no último dia 23 para que decidissem se o Reino Unido permaneceria na União Europeia ou não. Pouco mais de 51% das pessoas votaram em "leave" (deixar, em inglês), oficializando, então, a saída.
Muitos caracterizam a situação como golpe, principalmente porque o objetivo da UE é unir cada vez mais as nações, impedindo, principalmente, uma nova guerra. O anúncio britânico afeta a europa inteira, política e economicamente. Um grande exemplo é o caso da libra (moeda nacional do RU) que em questão de minutos após a saída, despencou considerávelmente.
O que o futebol tem a ver com isso?
Um dos motivos da exclusão é que uma parcela da população britânica entende que são os imigrantes que fazem a economia nacional ir tão mal. Cerca de 65% da Premier League, o campeonato nacional da Inglaterra, é composto de estrangeiros (entre eles franceses, alemães, espanhóis, entre outros). Com a saída da União Europeia, jogadores de origem irlandesa ou galesa serão considerados estrangeiros, como é o caso de Gareth Bale no Real Madrid, que ocupará o posto de estrangeiro no time espanhol, porém cada equipe possui apenas 3 vagas (por jogo) para estrangeiros na liga espanhola e estas já estão ocupadas por Danilo, Casemiro e Keylor Navas. Um dos três teria de sair para ceder espaço para um dos "B" do trio de ataque BBC (Bale, Benzemá e Cristiano Ronaldo).
Na Inglaterra, o caso é mais complicado pois ficará mais difícil a entrada na Premier League. A burocracia que os europeus terão de enfrentar para jogar na Inglaterra (ou países da UE caso queiram contratar britânicos) é semelhante a que os brasileiros e americanos (de todas as Américas) no geral têm de enfrentar.
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| Liverpool e West Ham serão pouco afetados, mas ainda assim podem perder peças cruciais. |
Todos os times da primeira divisão serão afetados pelo BRExit. West Ham, por exemplo, pode perder Dimiti Payet, um dos melhores jogadores da última Premier League. Manchester United, Chelsea, Liverpool, Manchester City e Arsenal podem sofrer grande impacto com as saídas de David de Gea, Antony Martial e Morgan Schneiderlin (MUD), Kurt Zouma e César Azpilicueta (CHE), Simon Mignolet (LIV), Eliaquim Mangala, Jesus Navas e Samir Nasri (MC) e Héctor Bellerin e Francis Coquelin (AR).
Outro fato seria as contratações de jogadores jovens para o campeonato inglês, pois segundo a FIFA só é permitido transferir menores (+16) em países dentro da União Europeia, ou seja, situações como a de Césc Fábregas (espanhol), que chegou ao Arsenal aos 17 anos, não serão mais permitidas.
No caso dos sul-americanos, geralmente, devido aos passaportes de Espanha ou Portugal, caso tenham parentes nascidos em países da União Europeia ou se já conseguiram o documento por algum outro meio, é possível ingressar na Premier League com facilidade.
Cerca de 300 jogadores estrangeiros que estão na Inglaterra não cumprem os requisitos necessários para atuar no campeonato. Estes terão dois anos para se regularizar, caso contrário perderão seus vistos de trabalho.
"O melhor cenário, do ponto de vista dos torcedores (e talvez até dos clubes), é que o novo relacionamento entre Reino Unido e União Europeia mantenha a liberdade de movimento para os trabalhadores. Neste caso, não haveria mudança na habilidade dos clubes em atrair jogadores estrangeiros da UE." [GOAL.com]

