Começando do início, a ideia dessa série de textos é falar o que eu sei (e até o que eu não sei) sobre a NFL e o futebol americano
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| Foto: San Francisco 49ers/Site |
Faltam exatos 150 dias para o início da temporada 2024–25 da NFL. A maior liga de futebol americano do planeta possui alguns compromissos antes de seu aguardado retorno, sendo um deles o grandioso Draft. No entanto, quem disse que os brasileiros estão pensando nisso agora? Não há espaço para nada além da revelação do adversário do Philadelphia Eagles no jogo que será sediado no Brasil em setembro de 2024.
Com essa novidade chegando às terras tupiniquins, é óbvio que surgirão (ou já surgiram) pessoas curiosas com vontade de saber o que é a NFL e o motivo do futebol americano ser tão amado e estar numa crescente absurdamente positiva no país. Por isso, ao longo dos próximos meses, estarei apresentando fatos e curiosidades sobre a liga americana com o objetivo de “ensinar” ou até listar motivos para se tornar um fã de esporte.
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Para começar, então, é importante dar o meu relato sobre como eu, Vitória, encontrei na NFL a minha paixão esportiva.
Ask me what I learned from all those years…
O ano era 2012. Meu irmão do meio estava no fundo da cozinha sentado em um sofá olhando para a minúscula TV de tubo que minha mãe tinha no cômodo para assistir novela enquanto fazia os deveres de casa. Era noite, mas não consigo lembrar exatamente o dia. O que eu sei é que ele estava assistindo futebol americano no finado canal Esporte Interativo, eu me sentei e comecei a fazer perguntas sobre. Agora acontece um corte temporal, pois a única coisa que me recordo é de assistir o primeiro jogo de Colin Kaepernick. E, olha, foi amor à primeira vista!
Era o segundo ano de Kaepernick e ele estava fazendo seu debut como quarterback titular na NFL após a lesão do titular do San Francisco 49ers, Alex Smith. Foi uma temporada de sucesso, eu posso dizer. Assumindo na metade, o QB conseguiu liderar a equipe para os playoffs com um recorde de 11 vitórias, quatro derrotas e um empate. Àquela altura, eu já tinha abandonando uma conta antiga no Twitter para criar uma exclusiva para participar das transmissões na TV. Foi quando surgiu o belíssimo (e finado) “@kaepernickas”
No mata-mata, Kaep já iniciou com 263 jardas passadas, 181 jardas aéreas, dois touchdowns aéreos, dois touchdowns corridos e uma interceptação, quebrando alguns recordes específicos da posição. Os 49ers venceram o Green Bay Packers naquela ocasião por 45 a 31.
Na final de conferência da NFC, sua equipe derrotou o Atlanta Falcons por 28 a 24 e Kaepernick não fez feio: foram 16 de 21 passes completados, 233 jardas e um touchdown, avançando, assim, para a grande decisão da temporada, o Super Bowl XLVII. O jogo foi disputado entre os 49ers e o Baltimore Ravens, mas o quarterback não conseguiu dar a vitória aos seus companheiros, tendo perdido por 34 a 31.
Aquele Super Bowl marcou não só o início de um potencial Hall da fama, como também colocou a Beyoncé e as Destiny’s Child [assista aqui] no topo do mundo com a apresentação no intervalo do evento. Eu, definitivamente, não esperava relacionar esportes e divas pop, duas coisas pelas quais sou DOIDA. Então, o meu primeiro Super Bowl foi esse marco e divisor de águas na minha vida, pois foi quando eu pensei: “Cara, eu quero mesmo ser jornalista esportiva”.
Talvez tenha dado certo…
I’m still here…
Agora, 12 temporadas depois cá estou contando os dias não para iniciar o próximo período da NFL, mas para assistir AO VIVO em SÃO PAULO um jogo OFICIAL da liga de futebol americano. O curioso é que, quando eu comecei a acompanhar o esporte, eu simplesmente não imaginava que isso poderia acontecer um dia. Londres e Munique eram os principais locais a receber partidas, mesmo o mercado das Américas sendo muito maior, uma vez que o México detém o segundo maior público da modalidade, atrás apenas dos Estados Unidos, e o Brasil se consolidou como o terceiro.
Fato é que não existem palavras o suficiente para expressar a felicidade e agradecimento de poder viver esse momento tão especial para os amantes do futebol americano.
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P.S.: Curiosamente (sim, outra vez), eu não sou torcedora dos 49ers. Se você chegou até aqui, prazer! Meu nome é Vitória Correa e eu sou torcedora do Tennessee Titans.
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- Fontes: FootballDB, Sports Keeda.
